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No Brasil, Nexus 4 pode sair mais caro que o Galaxy S3

A fabricante LG está vendendo o aparelho pelo dobro do preço sugerido pela Google.


No Brasil, Nexus 4 pode sair mais caro que o Galaxy S3(Fonte da imagem: Divulgação/Google)
O Nexus 4 é reconhecido como o mais novo celular lançado pela Google.
 Em determinados países, como o Brasil e a Espanha, ele será comercializado
 pela LG, que atua como fabricante do dispositivo. E a empresa decidiu utilizar
 uma política de preços mais altos na Europa, que pode acabar sendo refletida
 também em nosso país.

A companhia anunciou que o Nexus 4 chegará a solo espanhol por € 599
 (aproximadamente R$ 1560), o dobro do valor cobrado pela Google em
sua loja oficial — € 299, ou cerca de R$ 779 —, que atua em outros países.
 O preço é mais alto que o do Samsung Galaxy S3.

A expectativa é que o Nexus 4 chegue ao Brasil custando, pelo menos,
 R$ 2 mil. Um alto valor a se pagar por quem quiser ter acesso às
 inovações da gigante.

Celular mais Barato


Paulo Bernardo, ministro da comunicação, anunciou que os brasileiros terão até 25% de redução nos valores dos Smartphones até o Natal.
O Governo tenta com a iniciativa da medida provisória que desonerará de alguns impostos, estimular a produção de dispositivos móveis e popularizar a banda larga móvel.
Para que seja feita a renúncia fiscal, os celulares devem ter determinadas especificações técnicas, como estarem preparados para acessar redes wi-fi e internet 3G ou superior, permissão a acesso de páginas no padrão HTML e também pré-configuração de contas de correio eletrônico e redes sociais, entre outros.
Os equipamentos também terão um valor máximo, a ser definido, que deverá ser de aproximadamente R$ 900.
"Queremos resolver (a questão do) smartphone para o consumidor se beneficiar no Natal", afirmou ele a jornalistas
"Isso vai ser votado e incluído no PGMC (Plano Geral de Metas de Competição). Pode eventualmente ter uma antecipação das empresas. O PGMC vai ser votado até o fim de outubro", afirmou Bernardo, após participar de evento da Embratel.
Para começar a valer, a desoneração de PIS e Cofins depende da publicação de regulamentos, que vão detalhar melhor o conjunto de regras que deverá ser seguido na montagem dos aparelhos no Brasil.
Esperamos que as companhias telefônicas consigam atender a demanda com qualidade. :)
via sondabrasil

Viajantes no Exterior


Olha a novidade, chegou ao Google Play, Viajantes no Exterior um aplicativo para os brasileiros que adoram gastar em viagens internacionais.
Lançado pela própria Receita Federal, informando o que poderá trazer ou não e calcula seus gastos.
Assistente DBA – Permite, através de perguntas e respostas direcionadas, avaliar a necessidade de preenchimento e apresentação da DBA – Declaração de Bagagem Acompanhada. Não substitui a DBA, apenas verifica sua necessidade.
Também há um vídeo informativo que traz informações sobre a alfândega e as regras de bagagem, além de um guia com dicas de viagem super prático com dicas gerais sobre bagagem e quantidades permitidas.
O programa funciona tanto em smartphones quanto em tablets operados em sistemas operacionais iOS e Android.

Cada passageiro por meio aéreo ou marítimo tem uma cota de isenção de imposto de até 500 dólares. Para pessoas viajando por meio terrestre, o valor cai para 300 dólares. Não entram na cota bens de uso pessoal, como roupas e sapatos, uma máquina fotográfica, um relógio e um telefone celular, desde que usados durante a viagem.
Acima do valor da cota, o contribuinte tem que pagar 50% de Imposto de Importação sobre o que exceder o valor. Se um passageiro declarar 1.000 dólares em compras, por exemplo, pagará 250 de tributo. Se tentar sonegar e for pego na alfândega, o passageiro também terá que pagar o mesmo valor do imposto a título de multa.
baixar Viajantes no Exterior

Decreto com vetos de Dilma à MP do Código Florestal é publicado

Presidente fez nove vetos à Medida Provisória aprovada no Congresso.
Dilma vetou benefícios a grandes produtores e recomposição de frutíferas.

Do Globo Natureza, em São Paulo
2 comentários
O decreto presidencial que altera a medida provisória aprovada pelo Congresso, que muda o texto do novo Código Florestal, foi publicado na manhã desta quinta-feira (18) no “Diário Oficial da União”.

O governo anunciou nesta quarta-feira (17) que realizaria suspensões ao texto aprovado pelos senadores em setembro. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, as modificações foram fundamentadas em três princípios: “Não anistiar, não estimular desmatamentos ilegais e assegurar a inclusão social no campo em torno dos pequenos proprietários”, disse.

Dilma vetou o artigo 83 e fez vetos parciais nos artigos 4º, 15º, 35º, 59º, 61º-A e 61º-B. O decreto esclarece ainda como vai funcionar o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (CAR) e estabeleceu normas aos Programas de Regularização Ambiental (PRA).

No artigo 4º, a presidente vetou o nono parágrafo, que não considerava Área de Proteção Permanente (APP) em zonas rurais ou urbanas a várzea fora dos limites previstos pelo artigo. De acordo com a publicação, a leitura do texto “pode provocar dúvidas sobre o alcance do dispositivo, podendo gerar controvérsia jurídica”.
O inciso II do parágrafo 4º do artigo 15º também foi vetado pela presidência. O texto que veio da comissão mista do Congresso dispensava da recomposição de APPs proprietários rurais que tivessem 50% de Reserva Legal em sua propriedade, porém incluía áreas de florestas e outras formas de vegetação nativa ali presentes para alcançar este total.
Foi vetado também o primeiro parágrafo do artigo 35º, que permite o plantio ou reflorestamento de espécies florestais nativas, exóticas ou frutíferas. Segundo o veto, o texto aprovado dá interpretação de que passaria a ser exigido o controle de origem do plantio de espécies frutíferas por órgãos ambientais, já que o objetivo é fiscalizar espécies florestais.
A presidente também suspendeu o parágrafo sexto do artigo 59º, sobre a implantação do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O veto refere-se à imposição de prazo de 20 dias após a adesão do proprietário rural ao PRA para que eles promovam a regularização ambiental. Segundo a justificativa, os prazos deverão ter uma regulamentação específica.
Escadinha
Sobre o artigo 61-A, que trata da recomposição florestal continuidade de atividades agrícolas em APPs, mais conhecida como a escadinha, Dilma vetou a versão aprovada pela comissão especial – e depois pelo plenário da Câmara – que prevê nas propriedades de 4 a 15 módulos fiscais com cursos de água de até 10 metros de largura, a recomposição de mata ciliar de 15 metros.
Volta a valer a redação original da medida provisória enviada pelo governo, que era mais rígida e determinava recomposição de 20 metros em propriedades de 4 a 10 módulos.
Além disso, veta a possibilidade de plantio de árvores frutíferas em áreas de reflorestamento, alegando que a autorização indiscriminada de frutíferas pode comprometer a biodiversidade das APPs.
Margem de rios
O parágrafo 18 do artigo 61-A, que determinava que rios intermitentes (cujo curso tem água apenas em determinado período do ano) de até 2 metros deveriam ter recuperação de 5 metros para qualquer tamanho de propriedade, também foi vetado.

A presidente afirma que a redução excessiva do limite mínimo de proteção ambiental “inviabiliza a sustentabilidade ambiental no meio rural” e alega falta de informações detalhadas sobre a situação dos rios intermitentes.
No artigo 61-B, que aborda a exigência de reflorestamento aos proprietários rurais, Dilma vetou o inciso III, que permitia ao proprietário reflorestar apenas 25% da área total do imóvel aqueles que detinham propriedades com área superior a 4 e até dez módulos fiscais.
O decreto afirma que a proposta desrespeita o equilíbrio entre o tamanho da propriedade e a faixa de recomposição estabelecida no texto original, que criava um benefício exclusivo para imóveis rurais de até quatro módulos fiscais.

Pontos vetados e não contemplados no decreto poderão ser tratados por meio de outros instrumentos, como atos do Ministério do Meio Ambiente, segundo a ministra Izabella Teixeira.

Gerador Magnético de Energia Infinita

Brasil e EUA anunciam proposta de eliminar vistos

Documento informa que o acordo pretende 'reafirmar a crescente qualidade da relação e a ampla agenda de cooperação entre Brasil e Estados Unidos'

Passaporte brasileiro
Passaporte brasileiro: Grupo de trabalho será criado para propor medidas de eliminação do visto americano
Brasília - Os governos do Brasil e dos Estados Unidos se comprometeram nesta quarta-feira a facilitar a emissão de vistos para seus cidadãos nas viagens entre os dois países e a trabalhar com o objetivo de eliminar definitivamente o requisito, informaram fontes oficiais.
O acordo consta de uma declaração conjunta de intenções assinada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e pela secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Janet Napolitano, que iniciou hoje uma visita ao Brasil que terminará amanhã na cidade de São Paulo.
O documento, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, informa que o acordo pretende ''reafirmar a crescente qualidade da relação e a ampla agenda de cooperação entre Brasil e Estados Unidos, no contexto de uma sociedade equilibrada e construtiva, baseada no respeito mútuo e em valores e princípios comuns''.
A fim de estabelecer a forma como se chegará à eliminação completa dos vistos entre os dois países, Patriota e Janet definiram em um acordo a criação de um grupo técnico de trabalho, que deverá se reunir pela primeira vez antes de novembro.
O grupo ''se constituirá como plataforma para propor medidas e procedimentos'', que deverão estar adaptados às correspondentes legislações em matéria de vistos, aponta o documento.
Antes da reunião com Patriota, em que foi assinado o acordo, a representante americana se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com quem discutiu algumas iniciativas voltadas a reforçar a cooperação em matéria de proteção dos direitos de propriedade intelectual, entre outros assuntos.
Após a visita a Brasília, Janet se dirigiu à cidade de São Paulo, onde deve se reunir amanhã com membros da Câmara Americana de Comércio (Amcham) no Brasil.
Segundo fontes diplomáticas relataram à Agência Efe, no encontro serão analisadas alternativas para ampliar e promover o comércio e o turismo entre ambos os países.

DESAFIO - TV Revolta paga R$ 1000

 
Publicado em 14/07/2012 por 
O melhor desabafo enviado como vídeo resposta vai ganhar R$ 1000 no dia 1 de Dezembro de 2012. Para participar basta inscrever-se no canal, clicar em gostei, favoritos e enviar o vídeo resposta para este vídeo. Boa sorte a todos e até dia 1 de Dezembro! Fan page no facebook: https://www.facebook.com/tvrevolta Site: http://www.tvrevolta.com.br

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Notícia com Revolta - Imposto brasileiro

Conheça os impostos que o trabalhador brasileiro é obrigado a pagar todos os anos para ter educação, saúde e segurança de péssima qualidade.. Clique em gostei e favoritos para mais pessoas saberem sobre os impostos. https://www.facebook.com/tvrevolta Acesse o site do impostômetro: http://www.impostometro.com.br/ Apresentador: João Vitor Lima Edição e finalização: João Vitor Lima http://www.tvrevolta.com.br

Vídeo flagra assalto com reféns em Tambaú, SP

Dois suspeitos foram presos após 2 horas de negociação nesta quarta.
Polícia Civil acredita que eles tenham participado de outros crimes.

Do G1 São Carlos e Região
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Imagens feitas por um morador flagraram os momentos de tensão durante umassalto com cinco reféns em uma agência dos Correios de Tambaú (SP), na tarde desta quarta-feira (20).
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos disseram que seguiram um funcionário dos Correios da casa dele até a agência. Na hora de abrir o local, ele foi rendido. Outros três funcionários e um cliente também foram feitos reféns.
Um deles conseguiu pedir ajuda pelo telefone e, quando a polícia chegou, a dupla tentava abrir o cofre.
Com a chegada da polícia, que cercou a rua e as saídas, começaram as negociações para a libertação dos reféns.
Após duas horas, um funcionário ficou sob a mira do revólver do assaltante na porta da agência. Os suspeitos estavam com uniformes de carteiro e um deles ficou o tempo todo atrás do refém.
Por várias vezes ele fez ameaças e apontou o revólver para a cabeça do homem. Um advogado foi chamado para ajudar na negociação. Minutos depois, com a garantia de que seriam levados para a delegacia, os assaltantes colocaram as armas no chão e se entregaram. “A princípio foi liberada a pessoa de maior idade e foi liberando os outros funcionários, só restando um”, disse o tenente da PM Jamilson Gerônimo.
Os suspeitos, um de 20 anos e outro de 19, são de Alfenas, no Sul de Minas Gerais. O delegado José Guilherme de Camargo suspeita que eles tenham participado de outros assaltos. “Embora eles aleguem que seja a primeira vez, eu duvido que a pessoa comece cometendo um crime de tal natureza. Não houve morte por uma questão do acaso então eu acredito que eles já fizeram outros crimes”, afirmou.
Suspeito faz funcionário dos Correios refém durante assalto em Tambaú (Foto: Imagem Cedida/Cláudio César Marcatto)Suspeito faz funcionário dos Correios refém durante assalto (Foto: Imagem Cedida/Cláudio César Marcatto)
Suspeitos se rendem após duas horas de negociação em agência dos Correios (Foto: Imagem Cedida/Cláudio César Marcatto)Suspeitos se rendem após duas horas de negociação em Correios (Foto: Imagem Cedida/Cláudio César Marcatto)

Aviões sob investigação são avaliados em R$ 560 milhões, diz PF

Brasileiros criavam empresa de fachada para registrar aeronaves nos EUA.
Cerca de R$ 192 milhões em impostos deixaram de ser recolhidos.

Nathália DuarteDo G1 SP
18 comentários
Auditor da Receita Federal observa aeronave em Campinas (Foto: Divulgação/Receita Federal)Auditor da Receita Federal observa aeronave em Campinas (Foto: Divulgação/Receita Federal)
 As 12 aeronaves irregulares que foram alvo da operação Pouso Forçado, da Receita Federal e da Polícia Federal, são avaliadas em mais de R$ 560 milhões, segundo informações divulgadas pelos dois órgãos nesta quarta-feira (20). Apenas um dos aviões vale cerca de R$ 100 milhões; nenhum deles custa menos de R$ 2 milhões.

Até o fim da manhã desta quarta, sete das 12 aeronaves investigadas já haviam sido recolhidas. Também foram apreendidos documentos, computadores e componentes de armazenamento eletrônico de dados em hangares e empresas do meio aeronáutico. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal e a operação foi realizada ainda nesta quarta.
De acordo com a Receita Federal, o esquema milionário de importação irregular de aeronaves e jatos executivos de luxo começou a ser investigado há mais de um ano. “Essa operação teve precedentes em Viracopos e ao longo do último ano fizemos a retenção de outras aeronaves, por meio das quais percebemos um modelo que se repetia", disse Antônio Andrade, inspetor da Receita Federal em Viracopos.
Segundo Andrade, uma empresa brasileira constituía uma empresa no exterior, que celebrava um contrato denominado trust com um banco, e a propriedade da aeronave passava a ser dividida. “O avião seria do banco, mas a empresa estrangeira poderia usá-lo. Com isso, a empresa localizada no paraíso fiscal entrava aqui, declarava que estava a serviço de estrangeiros, quando na verdade estava operando no Brasil.”
Para não recolher os impostos no Brasil, importadores utilizavam acordos internacionais que permitem que aeronaves pertencentes a empresas ou pessoas estrangeiras passem até 60 dias no Brasil sem o recolhimento de taxas.
A Operação Pouso Forçado ocorreu nos aeroportos de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, no Galeão, no Rio, de Viracopos, em Campinas, e de Jundiaí, ambos no interior deSão Paulo. A ação contou com a participação de 50 policiais federais e 25 auditores fiscais da Receita Federal.
Antes da operação realizada nesta quarta, outras seis aeronaves foram retidas pela Receita Federal, no último ano. A Polícia Federal investiga outros dez casos de aeronaves que devem ter mandados de busca e apreensão expedidos nos próximos dias.
De acordo com o delegado Jessé de Almeida, da PF, as aeronaves são compradas por empresas instaladas no estado americano de Dellaware. “Estamos investigando se há um esquema, porque não acreditamos que os empresários tenham tido a iniciativa individualmente”, afirmou.
De acordo com a Receita Federal, deixaram de ser pagos os impostos de 10% sobre produtos industrializados, cerca de 18% o ICMS e 34% do valor dos bens deixaram de ser recolhidos, totalizando cerca de R$ 192 milhões.
“Impressiona a Receita o montante das aeronaves, no valor de R$ 560 milhões. No ano passado atingimos mais de R$ 600 milhões em mercadorias [apreendidas] e só nesta operação o valor é extraordinário”, disse Marcos Siqueira, superintendente-adjunto da Receita. As aeronaves estão sujeitas a perdimento e serão investigadas para que seja fortalecida a prova de que elas estavam no Brasil para servir a interesses nacionais.
O Ministério Público deve concluir a identificação dos responsáveis pelas empresas e pelas aeronaves e promover a ação. Eles deverão responder pelos crimes de falsidade ideológica e contrabando ou descaminho. As cinco aeronaves que ainda não foram localizadas são procuradas internacionalmente.

Manifestação interdita ruas e deixa tráfego lento no Centro do Rio

Agentes da CET-Rio monitoram o trânsito, na tarde desta quarta-feira (20).
Prefeitura da cidade pede para que motoristas evitem circular pela região.

José Raphael BerrêdoDo G1 RJ
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Manifestantes tomam o Centro do Rio no começo desta noite (Foto: Fábio Motta/AE)Manifestantes tomam o Centro do Rio no começo
desta noite (Foto: Fábio Motta/AE)
Milhares de pessoas ocupam a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (20), em protesto coletivo realizado em função da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Segundo estimativa da Polícia Militar divulgada às 18h30, cerca de 20 mil pessoas acompanhavam a passeata. Carros de som, bandeiras, faixas, artistas e até uma escola de samba apoiam as mais variadas causas, em um clima pacífico. Segundo o Centro de Operações Rio, devido aos protestos, a pista lateral da Avenida Presidente Vargas chegou a ter duas faixas interditadas, mas, às 16h35, foi liberada.

Ativistas de meio ambiente, trabalhadores rurais e urbanos, estudantes, professores e índios desfilam pela avenida separados por espécies de alas, um grupo na frente do outro, lembrando, do alto, os desfiles carnavalescos na Marquês de Sapucaí.

Alguns cantavam em coro (com direito a coreografia), outros apitavam de cara pintada e líderes de movimentos comandavam os seus companheiros de ideais ao microfone.
Protesto na Rio Branco, no Centro (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Protesto toma a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, na tarde desta quarta (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Durante a interdição, o trânsito foi desviado pela CET-Rio para as ruas Carmo Neto, Benedito Hipólito e Marquês de Pombal. No sentido oposto, na Praça da Bandeira, o desvio foi pela Avenida Marechal Floriano. A CET-Rio colocou 95 agentes para monitorar o trânsito no local.
A Avenida Rio Branco ainda permanece interditada, na altura da Avenida Presidente Vargas. A retenção chega até a Avenida Francisco Bicalho e Rua Francisco Eugênio, na Zona Portuária da cidade.
Mnaifestação na Avenida Rio Branco (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Manifestação deixa o tráfego lento na Avenida Rio Branco, nesta quarta-feira (20) (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Outro prostesto, que também aconteceu no Centro da cidade nesta tarde, reuniu funcionários em greve da Cedae, concessionária pelo abastecimento de água. A categoria fechou uma faixa da Avenida Presidentes e realizou um "apitaço".
Também nesta tarde, cerca de 100 jovens protestaram no Centro da cidade. Entre as reivindicações, os manifestantes reclamavam dos investimentos na Copa de 2014 e cobravam a legalização da maconha.

Até uma escola de samba participou da manifestação. Convidada pelo alemão Holgen Güssefeld, idealizador do
 Bread Tank (tanque de pães), que faz sucesso na Rio+20, a Acadêmicos de Vigário Geral serviu como abre-alas da obra, com passistas, inclusive uma mirim, e ritmistas.

“O tanque é um exemplo de transformação de uma coisa ruim em uma boa. Se esta transformação se realizar no mundo, será razão de alegria, aqui representada pela escola de samba”, explicou o colaborador do World Future Council.

Em meio a marcha, por volta das 16h, um grupo de 20 índios caminhou em sentido contrário à passeata, carregando um toco de madeira, em protesto contra o desmatamento. Algumas pessoas ficaram assustadas, mas não houve tumulto.
Árvore na Marcha Global da Rio+20 (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)"Árvore" participa da Marcha Global da Rio+20 (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)
Crianças, como o pequeno João Guilherme, de 3 anos, também foram bem-vindas na marcha. Trazido pelo pai, o funcionário público, Paulo Nagae, o pequeno parecia se divertir em meio à barulheira. “Acho que um evento dessa magnitude, dessa nobreza, tem que ser prestigiado. É uma obrigação para nós estar aqui e acho importante trazer ele para dar o exemplo”, disse o pai.

Para mais informações sobre o trânsito no Rio, você pode acompanhar as câmeras do G1 e consultar a tabela com as condições das principais vias.

Crise e incertezas não podem fragilizar apoio à Rio+20, diz Dilma

20/06/2012 16h31 - Atualizado em 20/06/2012 19h42


Abertura formal dos trabalhos ocorreu pela manhã.
Países debatem compromissos pela sustentabilidade.

Do G1, no Rio
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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (20) que a crise financeira mundial tende a fragilizar a disposição dos países a um acordo vinculante, mas que "não podemos deixar isso acontecer". O discurso foi feito na abertura cerimonial da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Rio+20.
“Em um momento como este, de incertezas em relação ao futuro da economia internacional, é forte a tentação de tornar absolutos os interesses nacionais. A disposição política para acordos vinculantes fica muito fragilizada. Não podemos deixar isso acontecer”, disse Dilma. "Tenho convicção – e esta conferência é disto uma prova – de que é grande nossa vontade de acordar. (...) A recuperação para ser estável tem de ser global.”

No discurso, a presidente afirma que importantes economias estão "em crescimento muito lento, quando não estão em recessão, e sofrem abalos em suas contas públicas e em seus sistemas financeiros".
Segundo a presidente, "a crise financeira e as incertezas que pairam sobre o futuro da economia mundial dão uma significação especial à Rio+20".
"É certo que os países em desenvolvimento passaram a responder por parcela cada vez mais significativa do crescimento mundial."
Dilma disse que o "Brasil tem procurado fazer a sua parte" e criticou políticas de ajuste que "atingem a parte mais frágil da sociedade: os trabalhadores, as mulheres, as crianças, o imigrante, o aposentado, o desempregado, sobretudo, quando se tratam de jovens". "São modelos de desenvolvimento que esgotaram sua capacidade de responder aos desafios contemporâneos."
Segundo a presidente, a concretização do desenvolvimento sustentável pode ser traduzida em três palavras: "crescer, incluir e proteger". Dilma afirmou ainda que "várias conquistas de 1992 (Eco 92) que ainda permanecem no papel". “Nossa conferência deve gerar compromissos firmes no ramo do desenvolvimento sustentável. Temos que ser ambiciosos," discursou.

'Consenso'
"A tarefa que nos impõe a Rio+20 é desencadear o movimento de renovação de ideias e de processos, absolutamente necessários para enfrentarmos os dias difíceis em que hoje vive ampla parte da humanidade. Sabemos que o custo da inação será maior que o das medidas necessárias, por mais que essas provoquem resistências e se revelem politicamente trabalhosas."
Dilma também elogiou o documento apresentado pelas delegações aos chefes de Estado, para aprovação que, segundo ela, "consagra avanços importantes". Na terça, delegações receberam e aprovaram um texto com 49 páginas (Veja ao final algumas das principais medidas discutidas e aprovadas).
"O texto aprovado pelas consultas pré-Conferência representa o consenso entre os diversos países aqui presentes. É o resultado de grande esforço de conciliação e aproximação de posições para avançarmos concretamente na direção do futuro que queremos."
Entre os avanços do documento, afirmou Dilma, está a introdução da erradicação da pobreza como "maior desafio global que o mundo enfrenta".
"Pela primeira vez, num documento deste tipo, falamos da igualdade racial e não-discriminação", destacou. "Mas caberá a nós, dirigentes mundiais, chefes de Estado e de governo, ministros, funcionários, enfim, aos representantes das nações aqui presentes demonstrarmos capacidade de liderar e de agir."
Ban Ki-moon
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também elogiou o texto da conferência.
"As negociações foram longas, árduas, muito dificeis mesmo. Contudo fizemos progressos significativos, principalmente nos ultimos estágios", afirmou.
"Fizemos história esta semana. Estamos perto de fazer um acordo que pode criar nosso futuro sustentável", disse ainda o secretário, sobre um texto que organizações da sociedade civil têm considerado pouco ambicioso.
Dilma abriu a solenidade às 16h30 e apresentou um vídeo enviado pelos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).
Astronautas da Estação Espacial Internacional desejam bom trabalho aos líderes presentes à Rio+20 em vídeo gravado.. (Foto: Reprodução)Astronautas da Estação Espacial Internacional desejam bom trabalho aos líderes presentes à Rio+20 em vídeo gravado (Foto: Reprodução)
PlenáriasA segunda sessão plenária do segmento de alto nível da conferência começou por volta das 15h15 desta quarta.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, começou sua fala evocando Deus e desejando aos companheiros "saúde" para seguir "o profeta". O iraniano defendeu um "compromisso com a moralidade" na relação entre povos e nações para construir "um mundo melhor e mais igualitário".
O presidente da Franca, François Hollande, afirmou que o desenvolvimento sustentável deve ser uma causa planetária e não deve ser visto como um entrave para o crescimento econômico. “O desenvolvimento sustentável não é um entrave, é uma oportunidade", afirmou.
Em entrevista, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, minimizou a reação negativa de parte de sociedade com relação ao rascunho do documento final. "O governo brasileiro criou a conferência mais inclusiva da história da ONU", disse. Por isso é importante entender que o processo intergovernamental é diferente do processo da sociedade civil. Eles se complementam."
Reações
Durante a primeira plenária da cúpula de alto nível, representantes da sociedade civil fizeram fortes críticas ao documento que será negociado até sexta-feira (20).
A neozelandesa Brittany Trifford, de 17 anos, para discursar aos chefes de Estado (veja no vídeo ao lado).
"Suas promessas não foram quebradas, mas foram esvaziadas", disse Brittany. "Você estão aqui para salvar as suas peles ou para nos salvar?", questionou.
Cerca de 20 mil pessoas ocupavam no final da tarde a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, em protesto coletivo na Rio+20. Carros de som, bandeiras, faixas, artistas e até uma escola de samba apoiam as mais variadas causas, em um clima pacífico.
Mais cedo, em discurso, nove representantes de grupos da sociedade civil, como crianças, mulheres e ambientalistas, criticaram publicamente o rascunho do documento resultante da conferência e pediram que os governos consigam revertê-lo.

Salve a Amazônia